Qual é o caminho? Você já caminha? E eu?

Por - Categoria -- > Formação

livres-do-pecado

O povo de Israel buscava a felicidade, buscava a libertação e sempre lutava contra os males. Muitas vezes perdiam-se nos desertos, gritavam e ninguém escutava, corriam e não chegavam, pediam e não recebiam. Deus pedia aos homens, que ofertassem a vida, e não mais touros, carneiros, animais para o holocausto, mas sim, os lábios e os corações. Quem busca o caminho a Deus, encontra a sua misericórdia e sua justiça, mas Ele pede: “Permanecei em mim” (Jo 15-4), e infelizmente muitos, encontram, mas não permanecem N´ele e se afastam do verdadeiro caminho, percorrendo caminhos tortuosos e com pedras. Entretanto, como diz o salmista, “Deus é bom e é bom para sempre” (Sl 107); e na miséria humana, Deus envia a Misericórdia Encarnada, não mais longe, mas do lado, não em pedestais, mas em nossos olhares e corações. O mais belo é saber que a Misericórdia esta no caminho, Ela anda junto conosco, procura tocar, procura olhar, procura curar. Está Misericórdia que encontra seus filhos nas praças, nas cisternas, em poços, em vilarejos, metrópoles, nas ruas, e vai ao encontro e ama. Está sagrada face encontra a nossa, muitas vezes cansada, abatida, triste, com medo, mas esta face da Misericórdia procura nos salvar, caminhar e festejar com Ele. Mas podemos nos perguntar: onde Cristo se encontrava em boa parte de sua vida pública?  No caminho, em constante caminhar. Para onde? Aos miseráveis, onde eu e você estamos; no mundo, perdendo a face da Misericórdia e buscando as mãos da ignorância, o olhar da cobiça, a razão do orgulho, os pés da soberba. Cristo quer no levar a caminhar com suas mãos chagadas de amor, no olhar que cura e chama, na razão que ilumina, nos pés que caminham juntos. Não é mais um caminho à misericórdia, mas a própria Misericórdia está no caminho e se faz caminho. “Volta Israel, a Iahweh teu Deus, pois tropeçastes em tuas faltas […] Perdoa toda nossa culpa e aceita o que é bom” (Os 14:2). E o que dirá a Misericórdia? “Eu vos digo, que do mesmo modo haverá mais alegria no céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento” (Lc 15:7).

Rener Olegário Lopes
(1° Teologia) – Diocese de Uruaçu

DEIXE SEU COMENTÁRIO