Testemunho Seminarista Fábio Pereira Borges

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            Sou o sétimo filho da minha família e desde criança fui instruído na fé católica. Um dia cheguei da catequese e comentei em casa que queria ser padre, mas meu pai não gostou. Ao ser repreendido não toquei mais no assunto. E o tempo passou.

Quando completei mais ou menos oito anos de idade comecei a ir trabalhar na roça, em especial nos finais de semana e nas férias. Em alguns finais de semana, em que tinha que ir para o campo trabalhar, eu costumava reclamar, pois não tinha como ir à missa, por isso algumas vezes cheguei a mentir dizendo que estava com dor de cabeça, para que eu pudesse ficar em casa e ir pra missa.

Chegando a minha adolescência o desejo de ser sacerdote voltou novamente. Neste momento, senti que tudo o que eu fazia na Igreja, parecia pouco, com isso, comecei a participar de algumas pastorais como: grupo de jovem, pastoral da acolhida e catequese. Nesse mesmo período eu cursava o Ensino Médio, era o aluno exemplar e o filho perfeito segundo a visão dos meus pais.

Terminando o Ensino Médio e completando dezoito anos de idade, eu queria experimentar algo novo, queria ser “livre” e fiz novas amizades e comecei a faltar a Missa dominical. Não demorou muito e percebi que eu estava infeliz e nessa época minha mãe adoeceu. Afastei de tudo para ajudar em casa e dediquei-me ao trabalho, abandonando até mesmo as orações.

Numa tarde de domingo, deitei-me no sofá e dormi, e sonhei que estava rezando. Tal sonho me fez voltar a participar ativamente da Igreja. Com a doença da minha mãe, minha vida resumiu ao trabalho, à Igreja e ao cuidar da minha mãe. E em 2006 minha mãe faleceu. Diante de tais acontecimentos, fiz um novo projeto de vida, onde os estudos assumiriam o primeiro lugar e a religião em segundo.

De fato isso aconteceu, mas em partes, pois comecei a estudar na Universidade, porém não deixei a religião, porque tudo isso serviu para aumentar a minha fé. Um dia, numa quinta-feira, cheguei do trabalho mais tarde e fui para o ponto de ônibus para ir estudar em Uruaçu, ao chegar ao ponto de ônibus, já era tarde de mais, então fui para a Igreja, fiquei para a Adoração do Santíssimo Sacramento e para a Santa Missa, para mim aquele atraso se transformou em maior alegria, porque naquele dia o Pe. Clécio me convidou para fazer parte do grupo de Acólitos da Paróquia São Luís Gonzaga.

A participar de tal grupo, comecei a dedicar-me ainda mais à Igreja e, com isso, todo o meu desejo de ser Padre voltou. O meu pároco me mostrou um marca texto do Seminário que tem a seguinte pergunta: “Já pensou em ser padre?”, respondi a mim mesmo, SIM. A partir daquele momento comecei a ler a vocação de Samuel, Jeremias, Paulo, o chamado dos discípulos, a vocação de Moisés e a vida de Santos.

Dentre os vocacionados bíblicos os que mais me chamaram atenção foi a vocação de Jeremias (Jr 1,4-19) e a de Samuel (1Sm 3) e da vida dos Santos me encantaram foi São Luís Gonzaga, São Domingo Sávio e Santo Agostinho. Tais personagens mexiam muito comigo, fazendo me questionar profundamente a santidade e ao mesmo tempo ao sacerdócio, aumentando assim o desejo de ser padre.

Um dia, fui convidado a participar do “IDE” (Encontro Vocacional), e sem pensar respondi, SIM. E aqui hoje estou. Sete anos após o meu ingresso ao Seminário, desejo ardentemente ser Padre. Espero ansiosamente o dia da minha consagração total ao Sumo e Eterno Sacerdote.

Concluo afirmando que, no processo vocacional é preciso que a nossa resposta seja um SIM diário ao Senhor e o que nos alimenta vocacionalmente é a oração, Eucaristia e a devoção Mariana. Peço-vos que reze pela vocação, reze para ter um padre em sua família, pois o mundo precisa de Padres.

Assessoria de comunicação

Centro vocacional diocesano João Paulo II

 

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